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Fortaleza tem onda de ataque incendiário a ônibus e prédios públicos

Publicado dia 28/07/2018 às 09h30min
Foram pelo menos oito ações contra coletivos, além de ataques a prédios de Regional, Detran e Correios, entre outros

Fortaleza sofre uma onda de ataques a ônibus e locais públicos desde a madrugada desta sexta-feira (27). Oito ônibus foram alvos de ataques de incendiários. Quatro deles ocorreram durante a tarde, e outros três nesta noite. Um veículo também foi alvo em Horizonte, na Grande Fortaleza.

Criminosos também assemessaram artefatos explosivos contra agências dos Correios, bancos privados e um prédio da Prefeitura de Fortaleza. Não há feridos em nenhum dos casos, conforme a Secretaria de Segurança Pública.

 

Resumo dos ataques

 

 

  • Oito ônibus destruídos em Fortaleza e Horizonte
  • Ataques ao transporte público nos bairros de Fortaleza Álvaro Weyne e Jacarecanga; as chamas foram controladas antes que destruíssem os veículos
  • Disparos de arma de fogo na agência dos Correios, no Bairro Jacarecanga; no prédio do Detran do Bairro São Gerardo; e na sede da Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, no Bairro Vila União
  • Coquetéis molotov foram arremessados na Regional IV, da Prefeitura de Fortaleza, no Bairro Serrinha; o fogo não se alastrou pelo prédio
  • Coquetel molotov arremessado contra uma agência bancária, no Carlito Pamplona

investigações iniciais apontam como motivação dos ataques uma represália pela morte de três lideranças de organizações criminosas, na quinta-feira, 26, na cidade de Amontada. Durante operação da Polícia Civil, os três homens teriam reagido à abordagem e houve troca de tiros.

Um dos mortos foi Francinei Nobre da Silva, o Gangão, que já havia sido preso pela Delegacia de Roubos e Furtos em 2015, em Caucaia, com um fuzil AK-47. Após a prisão dele, na época, foram registrados ataques a ônibus. Gangão era ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Em 2017, estava solto e foi alvo da operação Carga Pesada, da Polícia Federal. Ele era investigado por financiar organização criminosa e receptar produtos roubados de cargas dos Correios.

Também morreu na ação policial de quinta-feira Francisco Adriano Martins. Preso por sequestro-relâmpago, ele foi resgatado em 2005, do 25º DP, na Vila União, durante escolta de presos. O resgate dele ocasionou a morte do soldado Francisco Barbosa Sena. O terceiro morto, José Silvio dos Santos Vieira, o Silveirinha, até meados de 2012 era considerado um dos homens mais procurados do Ceará. Ele, que havia fugido do antigo IPPS na companhia de Fabinho da Pavuna, era apontado como mandante de série de execuções.

Fonte: Metrópole News