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Morador de rua é solto após passar 3 anos preso por um crime que não cometeu

Publicado dia 08/11/2017 às 22h33min
O verdadeiro criminoso já estava preso no município de Caucaia e já havia confessado o crime em 2012.

Um morador de rua foi solto da Cadeia Pública de Juazeiro do Norte nesta terça-feira (7), depois de ser preso injustamente há três anos. Júnior Gomes foi acusado de ter cometido homicídio duplamente qualificado com omissão de cadáver em 2014.

O engano foi descoberto durante visitas dos advogados da Comissão de Direito Penal e Penitenciário da Ordem dos Advogados do Brasil do Ceará (OAB-CE) nas cadeias públicas da região do Cariri. De acordo com a advogada, Eveliny Viviane Ramalho, o verdadeiro criminoso já estava preso no município de Caucaia e já havia confessado o crime em 2012. 

A advogada esclarece que o morador de rua foi abordado por policiais no município em Pedra Branca, a 231 km de Fortaleza. O rapaz não portava documentos de identificação. “Ele passou o nome dele aos oficiais e o conduziram para a polícia”, explica.

Segundo Evelyne, a prisão ocorreu porque havia um mandato de prisão aberto para Júnior Gomes, autor do crime, mesmo já estando preso. As informações utilizadas para o morador de rua foram as mesmas do verdadeiro criminoso, constando dois presos com o mesmo número de processo em cadeias diferentes.

Na avaliação da advogada responsável pelo caso, a prisão irregular de Júnior Gomes aconteceu devido a uma sucessão de erros. Dentre eles, ela aponta a identificação incorreta do inocente e a falta de verificação de um cadastro já existente.

“Ele (Júnior Gomes) não foi chamado para audiência nem para o interrogatório com o juiz, ao contrário do verdadeiro acusado”, esclarece. Além disso, o juiz do município de Jucá, onde ocorreu o crime, não respondeu ao comunicado de prisão de Júnior Gomes em Juazeiro do Norte.

Após três anos preso injustamente, o morador de rua está buscando emitir seus documentos de identificação. De acordo com a advogada, o rapaz que aparenta ter uma média de 32 anos tem o direito de processar o Estado pelo engano.

Fonte: Tribuna do Ceará

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