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Cagece sem previsão para alta na conta de água em 2018

Publicado dia 29/07/2018 às 16h05min | Atualizado dia 29/07/2018 às 16h11min
Em 2017, foram três reajustes aplicados em oito meses, tendo sido de 12,8% em maio, 4,33% em agosto e 5,7% em dezembro.

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) ainda não tem previsão de alta na tarifa da conta de água do cearense para este ano. Em 2017, foram três reajustes aplicados em oito meses, tendo sido de 12,8% em maio, 4,33% em agosto e 5,7% em dezembro. Este último passando a incidir em janeiro de 2018.

 

Na prática, o cliente residencial popular, que compõe 75% dos consumidores da companhia, com consumo de até 10 m³ mensal, sentiu aumento médio de R$ 1,30 para serviços apenas de água ou R$ 2,34 se considerados água e esgoto. A tarifa média chegou a R$ 3,55 no Ceará. O principal motivo alegado dos acréscimos no ano passado foi a seca, que eleva custos operacionais da empresa.

 

Neuri Freitas, presidente da Cagece, disse, em entrevista ao O POVO, que ainda não há previsão de solicitação de reajuste, porque a companhia ainda não começou a realizar nenhum estudo sobre, mesmo já tendo entrado no segundo semestre de 2018. "Provavelmente qualquer reavaliação em relação a isso será no ano de 2019, mas ainda é cedo para falar disso", complementou.

 

Sobre a instalação de uma usina de dessalinização para tornar a água do mar potável para consumo humano da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), Neuri acrescentou que a alta do custo da água para a população, com o uso do equipamento, ficou próximo de US$ 1 também no estudo apresentado pela GS Inima. A empresa espanhola teve o estudo escolhido para basear a minuta do edital que irá escolher a empresa a construir, operar e manter a usina de dessalinização para a RMF, com capacidade para filtrar 1 m³/segundo.

 

"Estamos em fase de aprimoramento e detalhamento dos estudos para aprovação da Cagece. Para isso,temos uma equipe técnica e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) está nos ajudando em todo esse processo", detalhou.

 

Quando a minuta for finalizada pela Cagece, vai passar por etapa de validações externas, ficando pronta entre outubro e novembro deste ano. Haverá ainda consulta e audiência pública para que o documento seja consolidado pelo Estado e passe pelo Tribunal de Contas da União (TCU) com antecedência mínima de 60 dias até o lançamento do edital de parceria público-privada (PPP).

 

"Nossa expectativa é lançar o edital entre dezembro e janeiro", acrescentou Neuri. São estimados mais sete meses para escolher a empresa vencedora, com mais 26 meses para fase de projeto e execução. A expectativa de pré-operação da usina é para dezembro de 2021 e operação plena até março de 2022.

Colaborou Irna Cavalcante

 

A escolha

A ideia de localização da usina de dessalinização para a RMF, indicada nos estudos da espanhola GS Inima, divide-se entre as regiões do Mucuripe e Caça e Pesca, em Fortaleza, ou no município de Caucaia. Para a escolha, serão analisados aspectos como interligação na rede da Cagece, alinhamento com o município e captação da água do mar.

 

Custos

O estudo da espanhola GS Inima orienta valores do custo da água. Se o valor do investimento cair ou aumentar, o preço da água vai variar. Segundo Neuri Freitas, presidente da Cagece, o investimento é na ordem de R$ 500 milhões

Fonte: O Povo